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18 de dezembro de 2013

A Deusa

Essa é a conclusão de uma das pequenas histórias que eu iniciei, como um exercício, neste post.

Já faz mais de cem luas que ela se tornou a deusa da ilha dos Taureg Ru. Nesse período, ela aprendeu a contar o tempo da única forma que importa para aquele povo perdido em algum lugar perto do Trópico de Capricórnio. Antes Olivia Thompson, casada com o nobre inglês Bernard Thompson, agora era Alubí, algo como “o sol na nossa terra”. Com o naufrágio do Eastern Glory toda a vida pregressa foi apagada em definitivo. Para ela, agora, existia apenas a devoção cega de seus adoradores nativos. Os cabelos ruivos que denunciavam a origem escocesa, agora totalmente desgrenhados e armados nas seis direções, lembravam aos seus adoradores ainda mais o caráter solar da divindade que cultuavam, diferente do comportado coque que costumava usar quando era parte da aristocracia.

30 de novembro de 2013

A Vida de Pi, o Livro

No início do ano escrevi neste blog um pequeno comentário sobre o filme As Aventuras de Pi. Na ocasião levantei o seguinte questionamento: como a experiência de conviver com um tigre em um barco a deriva durante meses afetou a vida espiritual de um garoto sensível aos ensinamentos de várias religiões? Entendi que a questão não tinha sido completamente fechada no filme e fiquei curioso para ver como era tratada pelo autor do livro.

De certa forma, o meu questionamento é um eco da afirmação do personagem Francis Adirubasamy, amigo da família que era considerado como um tio por Pi, ao escritor que entrevista o protagonista: “Conheço uma história que vai fazer você acreditar em Deus”. E aí, a narrativa reforça a afirmação de Francis? Ou a contradiz ao escancarar a crua realidade da sobrevivência? E Pi? O que acha disso tudo? A fé dele o ajudou a suportar tudo aquilo? A fé dele mudou com a experiência? Fortaleceu-se? Transformou-se? E o mais importante: qual a conclusão de Pi sobre tudo que passou?

29 de novembro de 2013

Reflexões 2013... o ano ainda não acabou! E o retorno do blog

Volto a este blog com algumas reflexões importantes. Este espaço foi talvez o projeto programado para 2013 sobre o qual eu mais gerei expectativas. No entanto, me dediquei outras demandas que me deixaram longe daqui. Não tenho do que reclamar, claro! Tive experiências maravilhosas nas outras empreitadas em que me envolvi. Por um lado, cresci e aprendi muito, mas, por outro, permanecia uma pontinha de frustração por ter que deixar o A Pupa de lado. Não deixei de escrever sempre que tinha tempo e até consegui criar um hábito constante, o que considero uma vitória. Porém, pouco do que produzi veio parar no blog. Percebo agora, contudo, que boa parte dos obstáculos que me impediram foram na verdade internos, como o é na maioria das vezes. Recebi uma mensagem profundamente inspirada neste final de ano que atentava para duas coisas:

1) O ano não acabou. Retome os projetos que ainda não concluiu. 
2) Simplifique. O quanto da sua procrastinação não teve origem na supervalorização de detalhes secundários. Foque no que é essencial e termine o que você começou.

Muito grato à turma do Arata Academy pelos toques! A partir deles tomei a iniciativa de desengavetar uma resenha, já pronta há algum tempo. Outro resultado prático dos conselhos repercutirá nesse blog com menos imagens nos posts. Esse, do ponto de vista desse projeto, é o aspecto secundário. Estava gastando um tempo excessivo na busca de imagem de qualidade, relacionadas com o tema proposto, com licença aberta e tendo sempre o cuidado de dar os créditos. Tudo isso só acrescenta ao blog, claro, mas tendo em vista que o meu objetivo principal é escrever, aprimorar a minha escrita e obter o feedback de outras pessoas, esse detalhe pode ser ignorado, caso não haja tempo disponível pra fazer tudo.

Enfim, grato aqueles que se interessam e sintam-se a vontade para comentar.

20 de maio de 2013

O homem que foi em busca do medo (Parte Final)


Imagem: Gerd Altmann
Eis a quarta e última parte da história O homem que foi em busca do medo, dos irmãos Grimm. Esclareço que, por hora, as atualizações desse blog serão apenas esporádicas, visto que estou envolvido em outros projetos.

Acesse o início da história aqui, e as partes 2 e 3 clicando nos links.

E divirtam-se com a parte final!

A segunda noite o rapaz novamente foi para o velho castelo, sentou-se a beira do fogo, e, uma vez mais começou seu velho murmúrio: “Se eu pudesse me arrepiar...” Quando a meia-noite chegou ouviu-se uma algazarra e um barulho de queda, no inicio baixo, mas que foi ficando cada vez mais alto. Depois, tudo ficou quieto por um instante, em meio a um grito, metade de um homem desceu pela chaminé e despencou próximo ao rapaz. “Olá”, disse ele, “isto não está certo! Onde está a outra metade?”

26 de abril de 2013

O homem que foi em busca do medo (Parte 3)


Foto: Adhi Rachdian
Continua da Parte 2...

Por volta da meia noite, o rapaz estava quase conseguindo acender o fogo e, enquanto soprava as brasas, alguma coisa gemeu subitamente de um canto escuro:

- Miau! Como está frio aqui!

- Seus idiotas! – disse ele – Por que ficam aí se lamentando? Se está frio, venham e sentem-se perto do fogo para que possam aquecer-se.

E, quanto o jovem disse isso, dois enormes gatos pretos saíram da escuridão com um salto e lançaram um olhar terrível sobre ele com aqueles grandes olhos de fogo. Depois de pouco tempo, quando eles já tinham se esquentado, disseram:

18 de abril de 2013

O homem que foi em busca do medo (Parte 2)

Foto: Snappybex / Licença Creative Commons

Continua da Parte 1...

Um homem que passava pela mesma estrada ouviu aquela estranha conversa do rapaz consigo mesmo. Naquele momento eles passavam perto de uma árvore onde foram enforcados alguns homens. Quando eles se aproximaram do local o estranho falou com o rapaz:

- Olhe, aquela é a árvore onde sete homens que se casaram com a filha do cordoeiro estão agora aprendendo a voar. Sente-se debaixo dela e espere até a noite chegar e logo você vai descobrir o que é se arrepiar.

7 de abril de 2013

O Homem que foi em busca do medo (Parte 1)

Foto: Roamata

Alguns heróis percorrem léguas enfrentando orcs e outros inimigos para destruir um anel amaldiçoado. Outros preferem entrar numa escola de magias e perder a adolescência tentando derrotar um bruxo das trevas. Há os que lutam contra moinhos pensando serem gigantes e os que viajam no tempo a bordo de um carro estiloso dos anos oitenta.

São muitas opções para quem quer se aventurar ou arriscar a vida em prol de uma causa maior. Mas nesse conto dos irmãos Grimm o herói parte em uma jornada para descobrir algo que aparentemente já é bem familiar para a maioria dos outros heróis: o medo.

Bem, no espírito do post anterior desse blog, vamos a um dos contos de fada preferidos da minha infância: